domingo, 9 de agosto de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Buttons dos Professores!


Chegaram os novos buttons pra vc, aluno astuto, botar pra fora aquilo que vc sempre quiz dizer e agora está autorizado a falar! Esta é uma inciativa dos professores do departamento de design para conseguirmos uma grana pra ajudar a cobrir as despesas da nossa Semana Acadêmica, o GAMP, que acontece em setembro. Dá uma olhada: www.gampdesign.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mural - Animação Univille

Montagem do painel feito para a disciplina de Linguagem Visual do Prof. Elcio. Com a participação de 100% dos alunos do curso de Animação e alguns professores.



quarta-feira, 30 de julho de 2008

"Minha vingança será malígna!"...

...já dizia Bento Carneiro – o Vampiro Brasileiro, infâme personagem de Chico Anísio nas noites de quarta, depois da novela.

E Quem ja não se vingou de alguem? ou pelo menos ja teve vontade de se vingar ou ainda, mais patéticamente, ja não teve vontade de ter motivo pra se vingar?

Ao contrario do Bento Carneiro que, pra se vingar, só fazia cuspir no chão e maldizer os outros, tem outros personagens que realmente têm a manha da vingança. Por isso, cá estou eu novamente para dar uma dica de cinema, mais especificamente para indicar uma grande trinca de filmes cujo tema, ja deu pra perceber, não poderia ser outro: VINGANÇA!!

Esses filmes, aos quais me refiro, são conhecidos como a Trilogia da Vingança do diretor sul-coreano Park Chan-Wook. Sem saber disso, assistí a dois desses filmes de forma isolada e percebi ambos eram muito decentes e parecidíssimos em narrativa, ritmo e fotografia, mas só depois fui instruido de que se tratava do mesmo diretor (tá, eu sou desatento) e que havia mais um do mesmo estilo, então tratei logo de assistir.

Bom, como de costume não vou fazer resenhas, o intuito aquí é apenas indicar. Me atenho a dizer que nos 3 filmes temos uma boa história, violência, personagens inusitadas e até algumas risadas se vc tiver um pouco de sendo de humor, isso tudo mostrado numa narrativa fora do comum. Tudo que Raphael Schmitz precisa pra anestesiar temporariamente o tédio e os pensamentos caóticos.


A trilogia da vingaça, em ordem de lançamento.

O primeiro deles é Sympathy for Mr. Vengeance de 2002. A trama envolve otários bem intencionados, trafico de orgãos, sequestro e fatalidades. No elenco está o ator Park Gang du que posteriormente participaria de The Host (outra pérola!!). MrV é um bom filme, porém o mais fraco dos três.

O segundo muita gente ja conhece, se chama Oldboy (2003). Prisões domiciliares, dupla vingança, safadezas, pancadaria, destruição e maus tratos para com inocentes moluscos!

O ultimo deles, e o melhor dos três na minha opinião, é Lady Vengeance. Descrevo esse filme como um Amelie Polin Heavy Metal com estratagemas elaboradíssimos, uma verdadeira aula de vingança!

Recomenda-se assistir na ordem de lançamento (qualidade crescente) com uma saca de seu salgadinho predileto e bebidas à gosto.

É, minha gente, vingança pode parecer bom, mas como ja dizia meu velho amigo sem-teto Chaves: "a vingança nunca é plena. Mata a alma e a envenena". Mas não seria o veneno antes, Chaves?


O vingativo Bento carneiro e o comparsa Calunga desprezando os conselhos de Chaves.

domingo, 27 de julho de 2008

Por que essa gente é assim?

Os estilos variam do realismo ao desleixado, passando por quase todas as escolas e movimentos artísticos, importando apenas que o resultado transcenda a forma e até mesmo o propósito do trabalho. O foco é a expressão do artista e não necessariamente a aplicação. As composições exigem participação ativa do observador pra sua interpretação: devem ser “lidas” e não apenas vistas. Com sua estética peculiar, que desperta interesse até do mais alheio dos observadores, os cartazes poloneses se tornaram muito difundidos em tempos de Internet e informação fácil. Uma das facetas mais populares desse movimento talvez seja a releitura dos cartazes de filmes americanos. Veja alguns exemplos:










Mas por que esses pôsteres são assim tão diferentes? O Fato é que os polacos levam muito a sério esse negócio de fazer cartazes. Os artistas gráficos na Polônia vêm se organizando desde 1890 com o comércio e a comunidade artística manifestando muito interesse por essas peças gráficas para promover suas atividades. Os primeiros cartazes foram feitos por pintores, alguns com grande renome na Polônia, que passaram a se dedicar cada vez mais ao cartazismo. Os trabalhos se destacavam da produção no restante do mundo pela utilização elementos da arte tradicional e certas características do Design como a valorização da leveza na comunicação e, principalmente, liberdade de associação do tema com a forma.


cartazes feitos na polonia entre 1910 e 1930

A Polônia sempre foi uma terra meio conturbada: passou boa parte de sua história recente subjugada por outras nações ou as expulsando de seu território; foi literalmente devastada nas duas grandes guerras e viveu sob um rigoroso regime comunista até a morte de Stalin no fim da década de 50.

Mas o comunismo acabou por criar um ambiente propício para o desenvolvimento da arte dos cartazes: durante esse período, a propaganda não existia simplesmente para se vender algo, mas sim feita principalmente por prestígio. Os produtos já eram vendidos por si só, ou seja, pela necessidade, e as empresas muitas vezes empregavam sua verba de promoção na contratação de um grande artista para projetar um cartaz. Este artista então, livre de amarras comerciais, tinha maior liberdade para aplicar todo seu talento no desenvolvimento de suas idéias. Com os filmes, raros e muito populares, não era diferente: não havia necessidade de divulgação. Os ingressos esgotavam muito antes das estréias e o cartaz servia simplesmente como desdobramento artistico do filme.


cartazes feitos na polonia entre 1930 e 1960

A cultura dos cartazes se fortalece cada vez mais: surgem os primeiros colecionadores, acontece primeira bienal internacional de cartazes na capital Warsaw em 1966 e, dois anos mais tarde, é inaugurado o primeiro museu de cartazes do mundo, na cidade de Wilanow, consagrando a tradição polonesa nos cartazes.


Inauguração do Museu de Cartazes de Willanov - 1968

Os cartazes para o teatro e cinema da Polônia tinham a característica de tentar captar a essência da história ou do gênero por meio de metáforas visuais e não simplesmente ilustrando uma cena ou personagem especificos. Por outro lado os cartazes produzidos no ocidente estavam comprometidos com bilheteria e faturamento. Dar evidencia ao rosto e aos nomes das estrelas era prioridade e, freqüentemente previsto até em contrato. É válido lembrar também que apelos sensuais ou exaltações ao indivíduo em detrimento ao grupo (recursos fáceis porém eficientes e comumente usados no ocidente) não eram permitidos dentro de um regime comunista.

A distribuição de cinema na Polônia era monopolizada pela estatal Film Polski, que invariavelmente designava um artista polonês para produção dos cartazes para os filmes estrangeiros. Filmes americanos eram relativamente raros e eram muito populares entre os poloneses e a visível influencia cultural exercida por esses filmes na sociedade polonesa começou a preocupar o regime comunista a ponto de serem banidos do país entre 1949 e 1957. Essa prática de releitura dos cartazes hollywoodianos então retornou e prosseguiu oficialmente até o inicio dos anos 90 quando tem fim o monopólio da Film Polski e, com a entrada das grandes distribuidoras como Warner e Paramount, a divulgação dos filmes passa a ser feita com os cartazes originais nos moldes americanos. No entanto, até hoje alguns artistas ainda tentam continuar o trabalho com séries limitadas de pôsteres (entre 300 e 500) que nunca são de fato utilizados, mas sim vendidos em galerias.

Para ver e saber mais / Referências:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/2005/10/11/005.htm
http://info-poland.buffalo.edu/classroom/poster/poster.html
http://www.cinemaposter.com/
http://www.internationalposter.com/
http://www.polishposter.com
http://www.polish-poster.com
http://www.theartofposter.com/

Site do Museu de Cartazes de Willanow:
http://www.postermuseum.pl/

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pussygato - Pancadaria e Destruição na Ilha

Pussygato voltando a Ativa! Pra quem não sabe, este ser aqui tem uma bandinha. Nada de muito pretencioso, é apenas algo que fazemos por diversão ja que cachês não existem (geralmente até desembolsamos grana pra poder tocar) e no repertório só tem covers. Vamos tocar em Floripa domingo, junto com a banda Sebastian. É o segundo show em menos de um mês e isso é otimo.

Seguem dois videos do Pussygato em ação: na festa do blog ZéGuardinha.com, com um trechinho de Enter Sandman, e um do ensaio no estúdio ocotea com Too Good to Be true, um punkzinho bem legal do Motorhead.




Então, quem estiver de bobeira em floripa domingo, já sabe. Valeu!

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ATUALIZANDO
01.06.08
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Bom, não rolou show. Cancelado por causa da chuva. yé yé /o/



sexta-feira, 16 de maio de 2008

Orfanatos

Até pouco tempo, nunca tinha entrado em nenhum orfanato. Nunca precisei e nunca tive vontade. Na ficção, o senso comum nos remete à crianças rosadas e esperançosas, maltradas por alguma funcionaria malvada. Na realidade, imagino que sejam lugares monótonos, com crianças dentro, visitados esporadicamente por pessoas que costumam fazer caridade e que sejam administrados por algum orgão do governo que controle adoção de alguma maneira não tão eficiente como deveria ser. Nenhuma dessas abordagens me interessa.
Acontece que recentemente conheci dois orfanatos, ambos na ficção mas em mídias diferentes e gostaria de falar um pouco deles.

O Orfanato Rose Garden foi o primeiro deles. É o palco da história de Rule of Rose (2006), game para playstation 2 que foi avaliado como medíocre por uma revista especializada. Simpatizei com o jogo, já que o gráfico não parecia ser dos piores e o gênero me agradava: Horror de Sobrevivência, oh yeah! \o/

Inglaterra dos anos 30. Jenifer está dentro de um ônibus, seguindo por uma estrada escura no meio do nada quando um garotinho misterioso lhe entrega um livro de histórias e foge. Seguindo o garoto, Jenifer vai parar no meio da floresta e logo se vê envolvida com uma sociedade formada pelas crianças que vivem no Orfanato Rose Garden, a Red Crayon Aristocrats, com suas regras insanas e prendas cruéis. A medida que avançamos na história, Jenifer descobre que várias coisas naquele orfanato lhe são familiares e que sua presença ali não é por acaso.

Com Horror psicológico dos bons, a trama de RoR deixa abertura pra várias interpretações e o que eu interpretei no final foi medonho pra caramba.

Mas, apesar de que juntar as peças do quebra cabeça no final seja um deleite, o ato de jogar Rule of Rose não é das coisas mais prazeirosas que ja fiz. A CG de introdução é impecável e o projeto gráfico pra lá de competente. O game começa bem (nos primeiros 3 minutos) mas aí começamos a perceber falhas em aspectos técnicos como combate, jogabilidade e design de alguns níveis e modelos. Enfim, como jogo, Rule of Rose é mesmo medíocre.

Como aconteceu com o filme Sweeney Todd, novamente um formato desagrádavel esconde um conteúdo valioso: história agoniantemente intrigante e atmosfera brilhantemente composta, o que me fez perder algumas horas pra ir até o fim do jogo.

Como provavelmente ninguem que leia isso vai se aventurar com o game, seguem alguns videos pra dar uma noção da proposta de RoR abaixo:




Essa história merecia, na falta de um game melhor, um livro ou então um filme (escritores e cineastas, escutai esse pobre nerd!). É aí que entra o meu outro orfanato preferido...

Depois de ter dirigido o fantástico Labirinto do Fauno (que se vc ainda não viu, fica aqui determinado, imposto e exigido que você assista, e logo), diz a lenda que Guilermo del toro deu uma bela espiada em Rule of Rose para se inspirar para a produção de El Orfanato.

Ainda antes do lançamento, tive esperança que o filme fosse uma adaptação ou pelo menos que usasse muito da história de Rule of Rose, o que na realidade não aconteceu mas trouxe como resultado uma história "default" de fantasmas muito bem contada.

El orfanato se passa nos dias atuais, e conta a história de uma mulher que compra a casa onde funcionava o orfanato onde foi criada para reabrir a instituição. Mas assim que a familia se muda para o lugar, o filho começa a arranjar amigos imaginários demais...

El Orfanato é decente. Tem boa história, sustos, tensão, uma reviravoltazinha e a clássica cena de banheiro em que você logo pensa: "vai dar merda". Raphael Schmitz recomenda.

Seria isso, jogue o jogo, veja o filme, inspire-se, produza algo de bom, contribua com o mundo e seja feliz. Valeu!


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ATUALIZANDO
01.06.08
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Está aí o real motivo desse blog: trocar ideías. Fui alertado pelo comentário do colega Julium a respeito de mais uma história de orfanato que vale a pena: A Espinha do Diabo (El Espinazo del Diablo, 2001). Dirigido também por Del Toro é uma história clássica da fantasma vingativo, ambientada durante a guerra civil da Espanha nos anos 30 (assim como O Labirinto do Fauno). Bizarrices, violência, sexo sexagenário (iac!) e suspense bem feito, vale o download ou locação, a pizza, a pipoca, a cerveja e tudo mais! Matou à pau.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conteúdo alheio, válido e pertinente

Faz tempo que não posto alguma coisa e também não há previsão para fazê-lo por enquanto. Hora de prestigiar os colegas blogueiros que estão produzindo e compilando um monte de coisa decente em meio a esse caos internético, hiperinflado de babozeiras. Acompanhe:
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http://4tcombo.blogspot.com


"Mudanças estão ocorrendo. Esteja preparado". No Blog 4TCombo, o Prof. Elcio Ribeiro, além de apresentar seu portifólio, reúne um mix de conteúdo muito interessante que vai de Teoria do Design a Comportamento do Consumidor falando principalmente de tendências e inovação com destaque para ferramentas de web 2.0.

No post mais recente, o 4T compila a maravilhosa série "A Era do Videogame" do Discovery Channel, que faz uma análise antropológica dos Videogames: sobre como eles refletem o contexto histórico e social da humanidade e os fenômenos sociais por eles criados. Bem melhor do que ficar vendo a onça no Globo Reporter.

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http://fotoaula.blogspot.com


No Fotoaula, a Profa. Karla Pfeiffer publica o conteúdo de suas aulas de fotografia, organiza exposições e enquetes, indica sites, e exposições da produção fotografica local e nacional.

Destaque para a
exposição da qual a Professora Karla está participando, sobre a população silvícola local, que vai até o dia 21 desse mês no complexo cultural Antarctica.

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http://acougue-enfermaria.blogspot.com

A Ilustradora e estudante de Artes Plásticas Camila Torrano, ou Butcherlady pros amigos, mostra seu sólido trabalho no Açougue-Enfermaria. Entre peças de carne e bandagens, surgem personagens e cenas que vão do grotesco-fofo ao sensual-bizarro.

No blog estão basicamente as produções acadêmicas de Camila mas há links para seus webportifólios no DeviantArt e Carbon Made. Vale a pena conferir cada imagem.

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Era isso. Ligue a trilha do dia e dê uma passeada nesses conteúdos, assim como nos demais na lista de links aqui do Blog. Até mais!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tutorial Ilustração - Pintura Digital

Nesta postagem, pretendo mostrar um pouco do meu processo de produção de uma ilustração com pintura digital básica, estilo comic americano, com as cores limitadas por contornos bem definidos. Vou utilizar como exemplo uma ilustração que fiz há algum tempo atrás pra um concurso da Revista EGM Brasil, vamo nessa?

O primeiro passo para a produção de uma ilustração é o planejamento. Fazer um esboço ajuda muito pra definir os espaços e proporções das coisas e poupa retrabalho mais tarde.

Para esta ilustração eu tinha o tema "horror e medo nos games" ou "games que dão medo" então a cena que imaginei é de uma pessoa jogando videogame, rodeada por personagens horrendos e a perspectiva do observador seria de dentro da tela da tv. Então este foi o esboço que mais me agradou:



Note que existem algumas setas no desenho, que são marcações que fiz pra correção de posição de alguns personagens que estavam desequilibrando a cena. Uma boa maneira de perceber defeitos na cena, tanto de proporções como de anatomia e perspectiva é rebater a sua imagem, olhando o desenho no espelho ou com verso do papel contra uma luz forte ou mesa de luz.

Com o esboço como guia podemos começar o desenho. Eu gosto de usar grafite azul pra demarcar a cena e soh depois passar para o grafite comum. O resultado final à lapis fica assim:


Com o seu desenho pronto, vc pode fazer a arte final (traçar as linhas com tinta) usando o material da sua escolha. Eu costumo usar basicamente canetas nanquin normais e descartáveis (das descartáveis recomendo Micron ou Faber Castel), pincel fino com nanquin de qualidade (Trident ou qqr coisa mais cara) ou então a velha e boa caneta BIC cristal (isso mesmo). Pode-se também levar o desenho para o computador somente no lápis mas se vc quiser o efeito de arte final à nankin, seu trabalho à lapis tem que ser bastante limpo, preciso e consistente. Neste caso o desenho foi digitalizado apenas com o lápis, do jeito que mostra a imagem acima.

Para capturar a imagem, mantenha as configurações de seu scanner ajustadas para imagens coloridas, não PB ou tons de cinza (muita gente erra nessa parte) e digitalize seu desenho em uma resolução mais alta do que o que vc vai precisar no final, não custa nada e pode ajudar muito depois.

Com a imagem digitalizada, vamos tratar as linhas. O procedimento que relato aqui vale tanto pra desenhos a lapis ou com arte final. Abra a imagem no Photoshop e vá em:

IMAGE > ADJUSTMENTS > DESATURE (ou Ctrl+Shift+U)
isso vai dessaturar completamente qualquer nunance de cor que a imagem tenha, no meu caso tinha bastante grafite azul aparecendo ainda.

Em seguida:
IMAGE > ADJUSTMENTS > LEVELS (ou Ctrl+L)
e vc vai ter um histograma como este:


Nosso objetivo é deixar o fundo branco e as linhas pretas, pra isso movemos a seta branca (1) para a esquerda e a seta preta (2) para direita.

Regule esses controles para conseguir um resultado satisfatório com cuidado pra não deixar as linhas muito serrilhadas, como no exemplo abaixo:


Não tente deixar as linhas extremamente pretas, em vez disso busque um cinza bem escuro de forma geral. Para as áreas das linhas que por acaso ficaram mais claras use a ferramenta "Burn" alternando o Range entre shadows e midtones para corrigir a intensidade.



Depois de ajustarmos a intensidade das linhas, é a hora de corrigir tudo mais que precisarmos, apagando, redesenhando, achatando, recortando e colando. Abaixo temos a imagem com a correção dos níveis, onde já limpei as linhas usando a ferramenta "Brush" com branco e preto e tb preenchi minhas areas de preto profundo. Os mais atentos vão perceber que distorci a menina cabeluda à esquerda, deixando ela mais "larga", e que desenhei também algumas linhas do braço esquerdo e do cabelo dela direto no Photoshop. E a imagem ficou assim:


O proximo passo é montar as nossas camadas ou "Layers" para que possamos iniciar o processo de pintura digital. Para isso vamos até a aba de controle de camadas no photoshop que costuma ficar no canto inferior direito da interface. Se ela não estiver visivel precione a tecla F7 até que ela apareça.


A guia de layers provavelmente vai estar como esta da imagem acima, à esquerda: apenas uma camada chamada "background" que está travada (note o cadeado). Para destravar essa camada simplesmente segure a tecla ALT e dê um clique duplo na área que aparece em cinza escuro. O próximo passo agora é criar uma nova camada para as cores e outra para o fundo clicando no botão "new layer" duas vezes (1) posicione essas duas novas camadas abaixo da camada do seu lineart. Para renomear as camadas, nas versões mais recentes do Photoshop, basta um clique duplo sobre o nome da layer e digitar o que vc quiser. Isso é opcional mas ajuda um monte quando vc está trabalhando com um arquivo com 30, 40 camadas...
Um detalhe importante: na sua camada de linhas onde esta o desenho, vá até guia onde se lê "normal"
(3) e mude o modo para "multiply". Isso vai tornar transparente tudo o que for branco nesta layer, o que possibilita que possamos colorir na camada de baixo, sem nos preocurparmos em estragar o lineart. Feito isso, sua aba de layers vai estar bem parecida com a imagem da direita acima.

Outra coisa, sempre que quiser excluir uma camada, arraste-a até a lixeira (2), e se quiser fazer uma cópia de alguma camada, arraste-a até o botão de "new layer" (1).

Gosto de usar uma cor neutra na camada de fundo enquanto trabalho as cores do tema principal, no final podemos alterar esta camada para se adequar melhor ao desenho ou transformá-la em um cenario.

Usar um preenchimento desta forma no fundo é importante para termos uma melhor noção de claro/escuro enquanto trabalhamos. Neste caso usei um cinza meio roxo como fundo, mas vc pode escolher qualquer cor mais ou menos neutra. Para preencher o fundo escolha sua cor, va atá a camada "fundo" e aperte ALT+Backspace.


Agora então vamos mudar para a camada "cores" e começar a colorir a ilustração. Escolha suas cores e preencha os espaços sem muita preocupação em se manter dentro do contorno. Utilize um Brush (tecla B) solido nesta parte do trabalho e crie sua composição de cores chapadas. Ao terminar a escolha das cores vc pode ajustar os "vasamentos de cor" com a borracha (tecla E). Nesse momento é comum precisarmos navegar pelo desenho, movimentando de um lado pro outro e usando zoom in e out, então é muito prático aprendermos os atalhos para essas ações. Manter a tecla ESPAÇO pressionada, permite que vc arraste o desenho, e com a combinação Ctrl+Alt+"Tecla Mais" ou "Tecla Menos" você tem zoom in e out respectivamente. Depois de tudo colorido, o resultado vai ficar mais ou menos assim:


A partir desse momento se vc quiser mudar algum tom, pode selecioná-lo facilmente com a ferramenta Magic Wand (tecla W), escolher uma nova cor e preencher com Alt+Backspace ou alterá-la com qualquer comando de ajuste de cores da sua preferência.

Podemos começar agora a dar detalhe na ilustração, como texturas e volumes. Gosto de começar pelos volumes, com luz e sombra, mas primeiro a sombra =P. Existem váaaarias maneiras de se sombrear um desenho, mas a técnica que eu geralmente uso é criar uma nova camada posicionada entre a camada "cores" e a camada "linhas" que vamos chamar de "sombras" e colocar em modo multiply assim como fizemos com as linhas.

Então vamos aplicando as sobras com a ferramenta Brush (tecla B). Eu gosto de usar um pincel solido semi-tranparente para ir adicionando valor na sombra à cada pincelada. Neste caso eu usei roxo mas você pode tentar com outras cores, como marron, cinza, verde azul e o que achar melhor. Abaixo, à esquerda, temos como ficou a camada de sombra com as linhas, e à direita temos a visualização de todas as camadas.



Proximo passo? aplicar as luzes e texturas! Pra isso eu faço uma copia da minha camada de cores e posiciono acima da original. Faço isso pra sempre poder selecionar as cores com a Magic Wand na camada original caso seja necessario alterar algo nesta nova camada onde vamos finalizar a pintura.



Nesta camada cores copy, vou desenvover minhas texturas e em seguida aplicar a luz com a ferramenta "Dodge" com range em "Highlights" variando a exposição entre 10 e 50%. Esta ferramenta imita a exposição à luz de uma maneira bem convincente e vc vai ver o volume e brilho aparecer rapidamente.



A imagem a seguir mostra a ilustração quase finalizada, com volumes e texturas:


A seguir modifiquei a camada "fundo" adicionando bastante massa preta; ajustei as cores com comando de brilho, contraste e balanço de cores (menu IMAGE > ADJUSTMENTS) e criei uma nova camada entre a camada "sombras" e "cores copy" que também está em modo multiply, onde apliquei um pouco de sangue usando a ferramenta Brush com um vermelho escuro:


Basicamente este é o processo de pintura digital que queria apresentar. Você pode detalhar seu trabalho o quanto conseguir, adicionando mais camadas para tratar cada elemento em separado ou colocar efeitos de luz e tranparencia. A imaginação é o limite (que frase besta).

A seguir temos dois vídeos fast-paint que fiz enquanto coloria uma página de história em quadrinhos usando esse mesmo processo que acabei de explicar. O primeiro mostra a aplicação de cores básicas e o segundo o estabelecimento de luz e sombra e ajustes finais.





Bom, espero que esse tutorial tenha ajudado em algo, sintam-se à vontade para tirar dúvidas usando o sistema de comentários do blog. Até a proxima!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lançamento: Menino Caranguejo #2

É isso ai! HQ Nacional, feita em joinville, com elementos bem brasileiros. Prestigiem!
O Chicolam é o cara mais engajado que eu conheço! Não tem "não dá", mete a cara e faz. Está aí o resultado, o numero 2 da série que torcemos para que prospere por bastante tempo. Vaaaaaamo chiiiiico!
A capa desta edição tem desenhos e cores deste Raphael, o Schmitz, arte final (a tinta preta nos traços) da Cris Drews; já no miolo, onde geralmente temos a historia em sí, os desenhos são de Paulo Kielwagen, arte final da Cris e Cores do Chicolam com uma pequena ajuda minha e da Cris. Roteiro do Chicolam, e Lettering (que são os balões e letrinhas) da Viviane GreenGirl.

Segue o Promo-video-divulgator-preview-viral-teaser. Goonies are good enough \o/


http://www.meninocaranguejo.com/
http://www.caranguejo.com/